| Efeito lúcifer, onde as pessoas tendem a ter um lado bom e um mau, citamos a obra O medico e o monstro que define muito bem este efeito. |
O filme alemão de 2001, retratando
uma experiência de aprisionamento, que acabou em uma tragédia, foi inspirada na
experiência da faculdade de Stanford, EUA. Em 1972
Para dar mais êxtase e frenesi ao
filme, foi acrescentado algumas partes que poderiam ser adaptadas e
acrescentadas para a motivação de levar o publico à assistir. Levando diversos prêmios
e sendo criticado/amado por críticos, este filme deu-se muita polemica em
relação ao real conteúdo do experimento real, o próprio cientista Philip
Zimbardo, ao assistir ao filme, rapidamente escreveu uma nota para dar
satisfações e explicando o que realmente foi real e fictício no filme.
A violência retratada no filme é consequência de um
comportamento que foi primeiramente motivado por dinheiro, no filme os guardas
estavam no primeiro dia sendo companheiros e até agindo com boa conduta para
com os presos, decorrente a isso se foi dado um amplo espaço para
brincadeirinhas e comportamentos duvidosos.
O estopim foi, a dura que os guardas receberam do principal
responsável pelo experimento, fazendo com que fosse motivado um comportamento
diferente, e assim tratando os ‘presos’ como realmente pessoas aprisionadas em
qualquer outra prisão.
Para ser um experimento ‘seguro’ foram observadas
varias regras, uma delas foi a da não violência com os presos, seguindo a regra
para os primeiros dias os guardas usaram de humilhações e terror psicológico para
deter os presos de arruaças.
Pelo behaviorismo radical de Skinner, se dá ao ser
humano, meios de recompensas – o reforço negativo/positivo; e a punição-. No
filme é claramente mostrado, que os guardas reforçando com pressões atingem que
maior violência os presos. Já que a violência psicológica às vezes tende ser
muito mais devastadora que a física.
Seguindo isso, e colocando para o filme, quando o ambiente
sofre grandes transformações, o individuo também sente essas mudanças que no
filme foram negativas, tornando ambos os comportamentos (presos – guardas)
duvidosos e estranhos. Num ambiente de confinamento é natural sentirmos
motivados a vários comportamentos que não é aceito ao meio comum, para uma
pessoa privada de seu direito de ir e vir, é normal ações como rebeldia e
transtornos mentais.
Retornando ao filme é de importância citar que desde
o começo este comportamento foi-se gerado com a intervenção dos cientistas. Inicialmente
foi se dado o estimulo > dinheiro, depois o reforço (positivo) com o que
cada um iria fazer com o seu dinheiro. Mas,
para que todos recebessem, o experimento teria que dar certo, com isso os
guardas usaram de punições para conseguir levar o experimento até o final, com
humilhações e submissão dos presos. Os guardas queriam impor tais
comportamentos para os presos para assim, chegarem ao final com todos
recompensados – para ao final do filme não foi o que necessariamente foi feito –.
A importância de testes/entrevistas, para os
cientistas que buscavam pessoas que poderiam dar a experiência um maior
frescor, como a seleção dos personagens para guardas e policiais, a escolha foi
feita com critérios; o taxista que tinha tendências a claustrofobia por momentos
vividos na infância, e por ser uma pessoa questionadora, em contra partida o
guarda com tendências ao fascismo, que ditou as normas e extrapolou o poder
dado.
Ao todo, a descaracterização dos presos, tendo como
proibição o próprio nome, durante a estadia da prisão sendo chamados somente
por números, o ambiente vivido pelos presos, as pressões e humilhações
sofridas. Decaí que; num ambiente hostil e controlado por outras pessoas, a
vivencia conjunta de indivíduos interpretando papeis são regidas pelo seu comportamento,
decaindo até o descontrole mental e físico das pessoas.
Palestra no TED - Philip Zimbardo
Palestra no TED - Philip Zimbardo

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